Temos que discutir a previdência de forma séria e que não prejudique o trabalhador, diz Weverton

O senador Weverton (PDT-MA) afirmou, nesta segunda-feira (17), que a reforma da Previdência não pode prejudicar o trabalhador e precisa ser discutida de forma séria e correta.

“Precisamos debater o assunto de forma clara, aberta e transparente. Mas, não dá, a pretexto dela, para se retirar direitos e, muito menos, se fazer o desmonte e dizer que a falta de construção de um futuro de luz para os nossos trabalhadores se deve a não aprovação da proposta. A forma como está sendo colocada dizendo que, se a reforma for aprovada está resolvido o problema do Brasil, não é correta. Além de ser mentira, é também desonesta com o povo brasileiro”, explicou o parlamentar durante discurso na sessão especial para homenagear o aniversário de 46 anos da Eletronorte, no Plenário do Senado Federal

Weverton aproveitou a ocasião para defender as empresas nacionais e criticar o “entreguismo” de companhias importantes para o país.

“Não sou contra a vinda da iniciativa privada. Ela tem que vir para ajudar o país, mas não comandar políticas estratégicas como a nossa energética. Não existe almoço de graça em lugar nenhum do mundo. Todos os serviços, principalmente os mais essenciais, quem paga sempre é o mais pobre. Essas grandes empresas, muitas vezes, não se importam se o cidadão tem condição ou não de pagar sua conta de energia elétrica ou de água. A preocupação é sempre com o lucro.

Privatizar a Eletrobrás ou Eletronorte, e várias outras empresas que dão lucros, para atender o mercado que não coloca comida, energia, gás e nem água para o nosso trabalhador, não pode ser algo prioritário”, ressaltou.

Segundo o senador, para resolver os problemas do país é preciso diálogo e união. De acordo com o parlamentar, o país precisa de um conjunto de medidas para retomar o caminho do crescimento e gerar empregos.

“Depois dessa eleição, nós tivemos a grande oportunidade de acabar com essa dicotomia. É isso que precisamos fazer.

Eu, como líder da bancada do PDT aqui no Senado, quero deixar claro que esse discurso de que a oposição pode vir a atrapalhar o Brasil não é verdadeiro. Pelo contrário, esses primeiros meses, nós, aqui no Senado Federal, temos ajudado em tudo para que o governo pudesse tocar a sua agenda. A prioridade é o Brasil e não um partido A ou B”, ressaltou.

Weverton questiona política de desenvolvimento do governo brasileiro

O senador Weverton (PDT-MA) disse, em entrevista ao programa Conexão Senado, da Rádio Senado, nesta terça-feira (7), que está preocupado com a forma como o governo federal vem conduzindo pautas importantes para o país. O parlamentar foi questionado sobre o uso comercial da Base de Alcântara no Maranhão e explicou que precisa conhecer o teor da proposta, que será enviada ao Congresso, para definir com a bancada do estado a posição sobre o tema.

“Nós não definimos nosso voto. Torcemos para dar certo e, se for um acordo que seja bom para Alcântara e para o Maranhão, não vamos ter dificuldade nenhuma de defendermos, mas vamos esperar chegar para analisar.

Deixa-se claro para a sociedade brasileira e maranhense que o acordo só vai passar a existir depois que o Congresso Nacional aprovar”, disse Weverton.

O senador afirmou que está em contato com o governo, com o alto comando da Aeronáutica e com os responsáveis pelo Centro de Lançamento de Alcântara para compreender os detalhes do acordo assinado em março entre Brasil e Estados Unidos para a exploração comercial da base. De acordo com Weverton, o ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, garantiu que não há restrições para que o Brasil desenvolva seu próprio programa espacial e que a base não será usada para fins militares.

“Temos que ter certeza de que o governo não está falando tudo isso da boca para fora. Não dá para falar em desenvolvimento e acreditar em um governo que corta 30% dos recursos de todas as universidades do país. Se percebe que não há sintonia nas palavras e ações. Como você quer falar em desenvolvimento se as próprias faculdades estão sendo forçadas a fechar suas portas e seus institutos tecnológicos? Vamos estar atentos e ajudar naquilo que for bom para o país”, explicou.

O parlamentar falou ainda que é fundamental que o texto assegure a soberania nacional, a proteção das comunidades quilombolas da região e o aproveitamento de mão de obra local.

O senador, que é líder do PDT no Senado, é autor de um projeto que destina 15% da receita com a exploração comercial da base de Alcântara ao estado e aos municípios. Os royalties seriam assim divididos: 40% para o estado, 40% para os municípios, 10% para as universidades estaduais e 10% para as fundações estaduais de pesquisa.

“Esse royalty tem que chegar lá no estado. O desenvolvimento, a internet de banda larga e os recursos precisam chegar nas cidades para as pessoas perceberem que é importante ter programas mundiais, aeroespaciais ou outros projetos importantes que ajudem na arrecadação de impostos e tributos e que promovam o desenvolvimento das suas comunidades”, enfatizou.

Weverton demonstrou preocupação com as pessoas que saíram das suas casas quando o centro foi instalado e até hoje não receberam indenizações.

“Existem comunidades quilombolas que foram desalojadas há quase 30 anos e não foram indenizadas. Os processos estão na justiça. Algumas famílias que também não receberam, e que seus entes faleceram, estão esperando até hoje receber os devidos valores. Tenho feito este apelo para que a União resolva este problema que não foi criado pelo governo A, B ou C, mas que precisa ser resolvido”, destacou o senador.