Flávio Dino reage a Bolsonaro e afirma que no MA manterá “o respeito aos cursos de filosofia e sociologia”

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), afirmou, nesta sexta-feira (26), através de sua conta do Twitter, que sempre manterá “o respeito aos cursos de filosofia e sociologia”. Para Dino, “sem ideias e pensamento crítico nenhuma sociedade se desenvolve de verdade”, afirmou.

No âmbito estadual, sempre manterei o respeito aos cursos de filosofia e sociologia. Sem ideias e pensamento crítico nenhuma sociedade se desenvolve de verdade. E não haverá o bem viver que tanto buscamos como direito de todos.”

“Retorno imediato ao contribuinte”

O governador reagiu a um tuite do presidente Jair Bolsonaro afirmando que o MEC pretende descentralizar investimentos em “filosofia e sociologia” para “focar em áreas que gerem retorno imediato ao contribuinte”.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, quer “descentralizar” investimento no ensino das duas áreas para “focar em áreas que gerem retorno imediato ao contribuinte, como: veterinária, engenharia e medicina”.

Para Bolsonaro, os estudos de humanas não “respeitariam o dinheiro do contribuinte” e a educação deve servir para ensinar “leitura, escrita e a fazer conta e depois um ofício que gere renda para a pessoa”.

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Da Fórum

Bolsonaro tem pior avaliação entre presidentes eleitos, diz Ibope

O Ibope divulgou nesta quarta-feira (24) uma nova pesquisa sobre a aprovação do governo Bolsonaro. A pesquisa foi feita a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e revelou que 35% dos brasileiros aprovam os primeiros quatro meses do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

De acordo com o Ibope o índice ótimo/bom do governo Bolsonaro é inferior ao registrado no início de governo dos ex-presidentes Fernando Collor, com 45%, Itamar Franco, com 34%, Fernando Henrique Cardoso (FHC) no primeiro mandato, com 41%, Lula em seus dois mandatos, com 51% e 49%, e Dilma Rousseff no primeiro mandato, com 56%. O percentual de Bolsonaro supera apenas o do segundo mandato do FHC, com 22%, o segundo mandato de Dilma, com 12%, e o do Michel Temer, com 14%. (Veja)