PROFESSORES DO ESTADO APROVAM INDICATIVO DE GREVE PARA 2011

Reunidos em assembleia, na manhã de ontem, os professores da rede de ensino do Estado aprovaram um indicativo de greve para o início do ano letivo de 2011, caso o governo não sinalize de forma positiva para a aprovação do Estatuto do Educador. A informação foi passada pelo presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação do Estado do Maranhão (Sinproesemma), Júlio Pinheiro.
Ele disse que a assembleia de ontem teve como objetivo principal, justamente, apreciar a possibilidade da deflagração de uma greve motivada pela não aprovação do Estatuto; e que tudo indica para uma paralisação geral dos educadores. Além da greve, também foi acertada a construção de uma agenda de mobilizações que irá focar a Assembleia Legislativa do Maranhão, tendo em vista a aprovação da Lei Orçamentária para 2011. “A lei precisa ter uma leitura técnica e incluir logo as demandas dos trabalhadores da educação”, ressaltou o presidente do Sinproesemma.
Júlio Pinheiro afirmou que a base dessa agenda de mobilizações serão reuniões com a Comissão de Educação da Assembleia e audiências públicas sobre orçamento para a área educacional. Ele contou que a aprovação das duas demandas foi unânime em São Luís e que as regionais já sinalizam também para a concordância com os encaminhamentos discutidos ontem. “Precisamos discutir esses assuntos antes de fechar o orçamento de 2011. O sindicato solicitou uma audiência com o secretário Anselmo Raposo para tratar, especificamente, sobre o andamento e a previsão para a aprovação do Estatuto, mas nunca tivemos resposta”, informou Pinheiro.
Formação continuada – O presidente do Sinproesemma também teceu críticas à Formação Continuada em Rede, iniciada pelo governo do Maranhão, por meio da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), na última segunda-feira, 18. Júlio Pinheiro afirmou que o Estado propôs fazer a formação em dois momentos, no início do ano letivo e no começo do segundo semestre, mas não fez e decidiu realizar agora sem nenhum planejamento, prejudicando até os alunos que pretendiam fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) devido à paralisação das aulas. “O governo não se organiza para a formação, não planeja; faz apenas para justificar o uso de recursos federais. Defendemos que a formação seja permanente e planejada, envolvendo professores e estudantes; que seja uma ação contínua, que a escola passe a fazer sua própria formação, com sua equipe técnica e com a democratização dos temas a serem abordados”, declarou.
Júlio Pinheiro informou que o Estado ofereceu a formação para 47 mil professores sem a mínima condição de trabalho, sem material didático e sem equipamentos para suporte dos formadores. Ele denunciou que o deslocamento dos educadores é feita de forma precária, que algumas pessoas foram hospedadas em motéis da capital, que a comida servida estava estragada. “O que se viu foi uma completa desorganização, faltando qualidade para a formação; e que, devido ao estresse, está havendo é uma deformação.
Outro lado – Em um texto publicado no site da Seduc e enviado às redações, o secretário Anselmo Raposo afirmou que a formação está incluída no calendário escolar e que, por isso, não irá prejudicar os alunos. Ele disse ainda que o curso faz parte da política de valorização dos profissionais do magistério, do governo do Estado, e que está em consonância com o plano de formação do Ministério da Educação (MEC).
De acordo com a coordenadora da formação, Narcisa Enes Rocha, todos os problemas de logística identificados pela Seduc nos dois primeiros dias de formação, quanto à hospedagem, alimentação, sala de vídeo, computador, material didático, entre outros, estão sendo solucionados junto ao Instituto de Apoio ao Desenvolvimento Social do Maranhão (Iadesma), contratado para garantir a infraestrutura do evento.
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POR WELLINGTON RABELLO (Jornal Pequeno)

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